Com os atentados, primeiro em Manchester e agora em Cabul, muitos se perguntam como são possíveis tamanhas monstruosidades. Mas não vale a pena chorar sobre o que já não tem remédio. Melhor será tentar perceber como se chegou a esta tragédia e evitar erros. Entre estes erros, há dois a não cometer logo à partida.
O primeiro é culpar a comunidade muçulmana por crimes que ela própria condena. Será, seguramente, mais justo e mais eficaz aceitarmos com solidariedade e boa-fé uma imensa maioria de muçulmanos que sofrem tanto como quem não o é perante massacres de inocentes. Recorde-se que as vozes mais autorizadas dessa religião têm uma leitura lúcida e sensata dos seus textos canónicos, onde não sobra espaço para ódios e ressentimentos.
O segundo erro é julgar com demasiada pressa que os serviços de segurança não deram a devida atenção a informações sobre os suspeitos, nem agiram a tempo. Ora a verdade é que, embora se saiba pouco sobre o seu trabalho, esses serviços recebem diariamente centenas ou milhares de informações e pistas que demoram a ser averiguadas. Mesmo assim, sabe-se que com paciência e silêncio, eles têm conseguido neutralizar numerosos atentados.
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