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Fernanda Cachão

Fernanda Cachão

Editora da Correio Domingo

A epopeia de Albertina

08 de outubro de 2023 às 00:30

Era mulher, negra e lésbica e ainda quis ser jornalista, numa altura em que ao sexo feminino estava vedada a maioria das profissões. Graças a António Araújo, jurista e historiador, fiquei a saber mais do que o básico sobre a primeira mulher que exerceu a profissão de jornalista em Portugal: que calcorreava Lisboa à procura de ‘histórias’, que é como se chama, na gíria da profissão, aos factos que dão notícias; que deu, em primeira mão, no ano 1916, a declaração de guerra da Alemanha a Portugal, mesmo antes de serem informados o Presidente Bernardino Machado e o chefe do governo; e que tentou ir como enfermeira para as trincheiras para fazer como se diz hoje, à americana, a cobertura ‘embedded’ da I Guerra Mundial - numa altura em que os jornais circulavam só em meia página por causa da crise económica. Virgínia Quaresma viveu anos no Rio de Janeiro, onde conviveu com intelectuais e políticos e trabalhou para jornais na cobertura de ‘histórias’ como a do furto, a bordo de um paquete, de 1400 contos destinados à administração de Pernambuco e a da "tragédia de Niterói", em que o poeta João Barreto matou a tiro a mulher – e ainda ajudou a polícia.

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