Fernanda Cachão
Editora da Correio DomingoO primeiro-ministro preferiu claramente o escrutínio popular. Não sei porque se espantam: se Montenegro segurou a ministra da Saúde, quando estava em causa a sua atuação perante a greve do INEM, porque razão não se sustinha a si próprio?!... Talvez imagine que a reposição salarial em setores da Função Pública e o discurso a propósito de obras públicas possam prevalecer no momento do voto. Talvez aposte na possibilidade de repetir as circunstâncias de 1987, quando Cavaco depois de governar 18 meses em minoria, caiu com uma moção de censura, foi a votos e ganhou com maioria absoluta. Mas Montenegro não é Cavaco. E o mundo e o país de 1987 não são os de 2025. E talvez por isso mesmo, seja agora mais possível a cartada. Até há pouco, um governante sujeito ao mesmo tipo de pressão explicava-se (nem que fosse mentindo) ou afastava-se ou ambas. Hoje em dia - e ainda que a obstinação indique menos a qualidade do que se defende e mais a necessidade de sobrevivência a todo o custo -, neste tempo estranho tornou-se predicado essencial da vida pública. Hoje em dia passou a valorizar-se mais o caturra do que o escrupuloso, tanto no bairro como na política.
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