Dá-se o caso de Eça de Queiroz ir este mês para o Panteão, se não houver impedimento legal. Parte da família acha, explicado de forma simplista, que o escritor devia continuar perto de Tormes, onde viveu. Depois de morto, Eça já fez quase tantos quilómetros como Teodorico Raposo ao Egito e à Palestina. O escritor morreu a 16 de agosto de 1900 em Paris, veio para Lisboa onde ficou no cemitério do Alto de São João até 1989, quando se repetiram honras fúnebres e foi levado para o jazigo no cemitério de Santa Cruz do Douro, em Baião. Agora retorna a Lisboa, para o depósito dos ilustres portugueses criado por decreto-lei em 1936, pelo Estado Novo, na Igreja de Santa Engrácia. O argumento dos que apoiam a trasladação passa pelo facto de já lá morar muito boa gente das letras nacionais, de Aquilino a Sophia ou Pessoa, ao lado de outros como Humberto Delgado, o general sem medo assassinado pela PIDE, Amália ou Eusébio - que representam o afã recente dos governos socialistas -, e de túmulos vazios, com que a ditadura homenageou Luís de Camões, Infante D. Henrique, Afonso de Albuquerque, Vasco da Gama e Pedro Álvares Cabral. Só me ocorre dizer que nem em democracia perdemos o tique - e quem manda pela-se por uma boa encenação das glórias passadas.
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