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João Moniz

João Moniz

Jornalista

As pausas para hidratação no futebol

24 de julho de 2026 às 00:30

As pausas para hidratação foram um dos temas mais discutidos durante o Mundial. Comecemos por uma das principais críticas: a FIFA só estava interessada em ganhar mais dinheiro. Admito que sim, mas convém não esquecer que só o aumento da receita pode levar a mais despesa. Nomeadamente em tecnologia como a utilizada nos foras de jogo, que passaram a ser assinalados instantaneamente e sem polémica. Mas também os prémios recebidos pelas federações aumentaram, tal como as compensações pagas aos clubes pelas ausências dos jogadores. Outra crítica é a alteração da dinâmica do jogo. E reconheço que essa é uma discussão (muito) válida. Para avaliar o impacto destas pausas, o Football Benchmark analisou quatro indicadores (golos esperados; remates; toques na área adversária; e passes) ao longo das 'novas quatro partes'. "Os resultados sugerem que, embora as pausas possam ter tido alguns efeitos limitados, elas não alteraram fundamentalmente a dinâmica geral das partidas", concluiu a plataforma de análise de dados. Pessoalmente, parece-me que as pausas têm potencial, embora no fundo tudo se resuma à abordagem construtiva ou destrutiva que os treinadores possam fazer. Mas o jogo já é assim...

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