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João Moniz

João Moniz

Jornalista

O risco que vem da FIFA e de Marrocos

12 de setembro de 2026 às 00:30

O Campeonato do Mundo de 2030 parece longínquo, mas não deixa de provocar fortes enxaquecas no presente. Façamos uma resenha. Portugal e Espanha partilhavam, há muito, o sonho de coorganizar um Mundial. Perderam a sede da prova de 2018 para a Rússia. Decidiram ir à luta pela de 2030. Havia forte concorrência. Não só na Europa (sobretudo das ilhas britânicas, que ficaram com o Euro 2028), mas também do Médio Oriente (Egito e Arábia Saudita equacionaram juntar-se à Grécia, mas os sauditas ficaram com o Mundial 2034) e na América do Sul (Argentina, Paraguai e Uruguai terão um jogo cada um no seu país em 2030). Para convencer a FIFA, no meio dos 'arranjinhos' antes descritos, Portugal e Espanha começaram por se juntar à Ucrânia. Mas o escândalo de corrupção na federação daquele país dinamitou a operação de charme. Foi, então, que os países ibéricos se juntaram a Marrocos (há muito que África desejava o regresso da competição, depois da estreia em 2010). Sempre achei a decisão discutível. Há o aspeto do desrespeito dos direitos humanos e o regime parece pouco confiável, como se viu na recente crise migratória em Ceuta. E a tentativa de condicionar o suspeito Infantino no local da final mostra que a junção a Marrocos ainda pode correr mal a Portugal e Espanha.

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