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João Moniz

João Moniz

Jornalista

Infantino é um incómodo

17 de outubro de 2026 às 00:30

As eleições na FIFA estão marcadas para maio do próximo ano, mas há muito tempo que agitam os bastidores do futebol internacional. A cúpula diretiva da UEFA há alguns anos que vê com bons olhos o afastamento de Gianni Infantino e aproveitou o deslize do presidente da FIFA ao tentar privatizar a organização dos Mundiais para ativamente promover a sua substituição. O problema é que a UEFA tem apenas 55 federações. É pouco mais de um quarto dos 211 membros da FIFA. Ou seja, é preciso convencer outras latitudes a juntar-se à causa europeia. O que não será fácil. Infantino tem África do seu lado, o que cria um problema muito específico a Portugal e Espanha. Ficando ao lado das suas congéneres europeias no apoio a um candidato que venha a disputar as eleições - e Luís Figo é um dos nomes mais falados -, as duas federações arriscam represálias de Infantino caso este seja reeleito. Embora não o admita em público, o atual líder da FIFA é favorável a que a final do Mundial 2030, que as federações ibéricas organizam com Marrocos, se dispute em solo africano. E não é de excluir que cative as federações sul-americanas prometendo-lhes mais jogos do que os três de abertura já acertados.

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