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João Moniz

João Moniz

Jornalista

Evangelho futebolístico

03 de outubro de 2026 às 00:30

Devido a um conflito entre o selecionador e o capitão de equipa que os dirigentes da FPF (com o presidente à cabeça) não souberam evitar, vai passando para segundo plano a análise desportiva do que tem sido a seleção nacional com Jorge Jesus. Três jogos não dão para conclusões absolutas, mas estão lá os indícios. E o principal de todos é a postura arrojada do atual selecionador face ao seu antecessor. Martínez prendia os jogadores em nome da segurança defensiva. Mantinha linhas recuadas e só queria atacar pela certa, para não expor a equipa defensivamente. Jesus, fiel ao seu evangelho futebolístico que almeja a nota artística, manda subir o bloco, não só no momento da pressão, mas também em jogo organizado. Daqui resulta que a seleção é hoje mais 'mandona'. Mas ainda está demasiado exposta na transição defensiva. Mitigar esse risco é o maior desafio de Jesus.

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