Vitorino Nemésio publicou, em 1944, uma das obras mais notáveis da literatura portuguesa. ‘Mau Tempo no Canal’ faz um retrato exímio da sociedade açoriana da altura (1917-1919) sobre a qual o enredo se debruça. João Garcia, que nasceu numa família nova-rica sem títulos, namora com Margarida Dulmo, aristocrática de uma família respeitável à beira da falência. O desenlace, para estas linhas, é irrelevante. Interessa-me as personagens, adaptadas aos dias de hoje. A ausência de uma maioria absoluta nas eleições dos Açores deixou antever a corte que, mais tarde ou mais cedo, se iniciaria. Apesar da tentativa do PSD da região de piscar o olho ao PS, o chumbo anunciado ontem pelos socialistas do programa de Governo minoritário deixou a olho nu o relacionamento que era inevitável. André Ventura, na ressaca dos resultados eleitorais do Chega nas ilhas, comportou-se como um euromilionário que julga poder comprar tudo e todos. José Manuel Bolieiro afirmou-se homem de bons valores, mas nunca recusou taxativamente o casamento oferecido. O desfecho desta relação impacta, sobretudo, a vida futura nos Açores, mas é inegável que a discussão das legislativas não passará ao largo.
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