A tourada à volta da (falta de) data para o Sporting-Tondela é só mais um sinal de que os clubes são incapazes de se autorregular e de que as instituições que o deveriam fazer também estão a falhar. Tem-se dito, e bem, que o regulamento permitiu ao Sporting pedir o adiamento do jogo porque não havia condições para cumprir as 72 horas regulamentares de descanso entre o início dos jogos. O que ninguém mencionou (que me tivesse apercebido) é que o mesmo artigo prevê uma exceção em que o prazo desce para 68 horas, quando um clube joga à quinta-feira nas provas da UEFA e é preciso que jogue logo no domingo, porque na segunda-feira seguinte é obrigatório ceder os jogadores às seleções. Ora, essa exceção refere que é precisa a "expressa concordância do clube", quando todos sabem que não há alternativa. E é isto que não faz sentido. Deveria ser uma entidade autónoma a decidir o que é melhor para o campeonato (e se a Liga, que é eleita pelos clubes, não tiver essa capacidade que se crie outra), mesmo que, ocasionalmente, um clube saísse prejudicado. Se assim fosse, o Sporting teria jogado com o Tondela na data inicialmente prevista, porque já se sabia que correr o risco (entretanto confirmado) de ter um jogo sem data no último terço do campeonato era inaceitável.
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