Fenómeno intrigante: quando a esquerda está em cena, o auditório fica deserto, sem um único indignado a gemer o seu destino. Quando a direita sobe ao palco, é vê-los a sair de todos os buracos. A pergunta, óbvia, é saber o que faz esta gente quando a esquerda governa o país ou a capital. Viaja? Medita? Planta batatas? Está toda enfiada num contentor, à espera que o ‘fascismo’ a obrigue a sair de lá?
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Em Portugal, nada é mais difícil do que o humor. A realidade vem sempre coberta por uma mortalha absurda que derrota qualquer concorrência.
Foi preciso muito detergente, nas revisões posteriores, para limpar estas manchas.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.
Basta uma temporada longe do poder para que a desafinação se instale.
Pedro Passos Coelho quer reformas – e empurra o governo para os braços do Chega.
O PS já percebeu que pode esticar a corda sem risco e ameaça ‘rupturas’ dramáticas se não lhe reservarem um lugar no Tribunal Constitucional.
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