Um grupo de idiotas decidiu interromper o lançamento de um livro por discordar do seu ‘conteúdo’. Estamos nisto: se não gostas de algo, ‘cancela’ ou destrói. Agora, foi um livro para crianças, intitulado ‘No Meu Bairro’ e escrito por Lúcia Vicente, onde os personagens falam de ‘questões de género’. Mas também podem ser livros de autores brancos, masculinos, ocidentais e hétero que usam linguagem ‘não inclusiva’ e por isso têm as suas obras reescritas ou amputadas. A tolerância, como valor político, é uma das grandes conquistas da modernidade? Mais: esse valor nasceu como uma urgência depois de séculos sangrentos em que a ideia era enfiar pela goela do adversário um dogma ou um credo?
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O estilo lúdico de Marcelo é o melhor de Marcelo: num país ‘engravatado todo o ano e a assoar-se na gravata por engano’, terei saudades deste jogral.
Desafiar Passos Coelho para as eleições internas do PSD é outra forma de desconversar: transforma um problema de governação num ajuste de contas partidário.
Sempre que o Tio Sam se mete em aventuras militares contra regimes tirânicos, a esquerda doméstica começa o seu carrossel de histeria e lamúria.
Com todas as reservas que Trump me merece, espero que esta guerra, uma vez iniciada, traga pelo menos a libertação dos iranianos.
José Sócrates já tem novo advogado. É o quarto oficioso.
Passos Coelho funciona hoje como um governo-sombra informal: não governa, mas lembra semanalmente que alguém poderia fazer o jeito.
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