É uma tentação recorrente em António Costa: confrontado com um desastre da sua lavra, ele trata logo de distribuir os prejuízos. Caos na saúde, nas escolas, nos transportes? São problemas ‘estruturais’, afirma Costa, em tom pesaroso e grave. Ele, em rigor, é um turista que por aí anda, apanhado no lugar errado, à hora errada.
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Desafiar Passos Coelho para as eleições internas do PSD é outra forma de desconversar: transforma um problema de governação num ajuste de contas partidário.
Sempre que o Tio Sam se mete em aventuras militares contra regimes tirânicos, a esquerda doméstica começa o seu carrossel de histeria e lamúria.
Com todas as reservas que Trump me merece, espero que esta guerra, uma vez iniciada, traga pelo menos a libertação dos iranianos.
José Sócrates já tem novo advogado. É o quarto oficioso.
Passos Coelho funciona hoje como um governo-sombra informal: não governa, mas lembra semanalmente que alguém poderia fazer o jeito.
Depois de duas escolhas desastradas, o futuro do governo também depende de acertar à terceira.
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