A política portuguesa é pródiga em filmes paranormais. A semana passada, era o assessor fantasma de Marco Capitão Ferreira na holding da Defesa. Esta semana, são os assessores parlamentares que, afinal de contas, podem ser meras assombrações. ‘Toda a gente o faz’, reconheceu Rui Rio e uma longa lista de eruditos, que pelos vistos têm vasta experiência em alimentar os partidos com o orçamento da Assembleia da República. Ilegal? Será. Mas a lei é propositadamente ambígua para permitir tudo e o seu contrário.
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Não vale a pena fingir que a captura de Nicolás Maduro se fez em nome do combate ao narcotráfico.
Mas, para temperar a retórica grandiloquente do governo, um pouco de realismo não fica mal a ninguém.
Mudar de calendário nem sempre é mudar de vida.
Nunca levei a sério as mensagens natalícias de quem nos governa.
Gouveia e Melo revelou impreparação e prepotência, dois vícios de forma que não o recomendam para o cargo. Marques Mendes não conseguiu dissipar a sombra de ‘facilitador de negócios’.
Melhor pedir contas às lideranças europeias que se foram rendendo aos ditames do fanatismo.
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