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João Vaz

João Vaz

Redator principal

A risada dos estados fictícios

16 de julho de 2026 às 00:30

A recente falha estatística sobre a população residente em Portugal despertou a curiosidade por erros congéneres e logo surgiu um caso de gargalhada. Na República Democrática do Congo, país da seleção que fez aterrar as altas expetativas portuguesas no Mundial de futebol, o governo acaba de anunciar que quase metade dos 158 mil efetivos da polícia não existem de facto. São “não ativos” ou simplesmente fictícios. Isto muda por completo a realidade: o rácio baixa para um agente por mil habitantes, insuficiente para cuidar da segurança das pessoas e dos seus bens. Para perceber a dimensão do problema basta referir que, em 2024, a média na União Europeia era de um agente por 289 habitantes. Comparada com estes números, a correção no PIB/per capita português será apenas um pormenor, mas o exagero ajuda a avaliar melhor o prejuízo provocado por estados fictícios que deixam escapulir o dinheiro dos contribuintes. Apanhado no ridículo, o governo congolês reconhece que a negligência desperdiça cerca de 200 milhões de euros por ano e anuncia solução moderna. Vai criar um sistema biométrico infalível. Só não diz quanto tempo o dinheiro público continuará a desaparecer em contabilidades fictícias.

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