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João Vaz

João Vaz

Redator principal

Crises vão além da guerra

14 de maio de 2026 às 00:30

A guerra dos EUA e Israel contra o Irão pode já ter acabado, como garantiu o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, na recente visita ao Vaticano. Para isso basta que se prolongue a retórica contemporizadora usada pelo presidente Trump às sextas, sábados e domingos. No início da semana, ele é sempre mais truculento e exasperado. O que não se consegue parar são as crises ateadas pelo conflito, com ênfase nos combustíveis e alimentação humana. O alarme atinge até os donos da guerra. Números divulgados anteontem nos EUA registam no fim de abril uma inflação anual de 3,8%, com 17,9% de aumento nos combustíveis e 3,2% nos custos de saúde onde o petróleo não consta como medicamento. Há motivos de preocupação por todos os lados: O presidente do grupo petrolífero saudita Aramco já preveniu que mesmo com o fim da guerra imediato, a crise maior de sempre no setor se prolongará por 2027. O português Jorge Moreira da Silva, encarregue na ONU de minorar a crise alimentar, desespera com o bloqueio no estreito de Ormuz que ameaça juntar mais 45 milhões de pessoas em grave carência alimentar aos 318 milhões já afetados. A guerra não pode ser um jogo em que os civis entram como danos colaterais.

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