Imagino o dia em que André Ventura, do alto dos seus 80 anos, começará a escrever as memórias. Terá passado por S. Bento. Terá passado por Belém. E, nessa hora de balanço, haverá agradecimentos honestos a fazer. Aos portugueses, claro, mas também às ‘forças vivas’ da nação que o transportaram ao colo. Ao PS, em primeiro lugar, que insuflou o Chega na esperança de criar um problema à direita tradicional. Aos ‘jornalistas’ e ‘comentadores’ que, no seu tosco amadorismo, foram incapazes de conter os ‘sentimentos’ face ao partido. E à justiça, talvez, que abriu agora um inquérito pela divulgação de nomes de crianças por Rita Matias (fora do Parlamento) e, sobretudo, André Ventura (lá dentro).
Sim, amadores: o gesto foi coisa grotesca. Mas a judicialização da política é ainda mais grotesca – e, a prazo, o troféu mais valioso na sala do dr. Ventura.
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