Depois do ‘Brexit’, esperava-se que houvesse tino nas cabeças bruxelenses. Esperanças vãs. Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, é o retrato da mulher enganada que está disposta a tudo para punir o seu homem infiel. No Parlamento Europeu, perguntou ao eurocéptico Nigel Farage (um personagem intragável) o que estava ele a fazer ali. Não lhe passou pela cabeça que o deputado tinha sido democraticamente eleito e que Juncker, ironicamente, não.
Mas o espectáculo continuou: a Escócia quer pertencer à União Europeia e libertar-se da Grã-Bretanha? Juncker afirmou que os independentistas ganharam o direito de ‘ser ouvidos’ – uma grotesca interferência na vida política de Londres, que teve o condão de deixar Espanha a tremer (por causa da Catalunha).
Na sua arrogância e no seu descontrolo, Juncker também explica por que motivo os britânicos votaram como votaram.n
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