Augusto Santos Silva é um incansável defensor da democracia contra a direita radical. Mas sobre os abusos que se passam na sua casa, e que incluem reuniões nas vésperas de audições parlamentares entre assessores do governo, deputados do PS e a CEO da TAP, o nosso Augusto tem pouco a dizer. Não quero acreditar que a consciência moral do homem entra em férias com a imoralidade dos seus. Já Belém opta por avisar a pátria de que Marcelo terá uma relação mais ‘fria’ com António Costa. Admirável. Perante actos confirmados de mentira sistemática e abuso de poder na TAP, Marcelo opta pelo arrufo de namorados: a partir de agora, o António vai sozinho aos bailes do PRR. Marcelo, como acontecia antigamente às vítimas das paixões funestas, prefere recolher-se ao convento.
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O estilo lúdico de Marcelo é o melhor de Marcelo: num país ‘engravatado todo o ano e a assoar-se na gravata por engano’, terei saudades deste jogral.
Desafiar Passos Coelho para as eleições internas do PSD é outra forma de desconversar: transforma um problema de governação num ajuste de contas partidário.
Sempre que o Tio Sam se mete em aventuras militares contra regimes tirânicos, a esquerda doméstica começa o seu carrossel de histeria e lamúria.
Com todas as reservas que Trump me merece, espero que esta guerra, uma vez iniciada, traga pelo menos a libertação dos iranianos.
José Sócrates já tem novo advogado. É o quarto oficioso.
Passos Coelho funciona hoje como um governo-sombra informal: não governa, mas lembra semanalmente que alguém poderia fazer o jeito.
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