Uma pessoa acorda, sabe da morte de Fidel Castro e, ainda na cama, fecha os olhos e vê o filme do dia: um longo cortejo de comediantes a falar de um ‘líder histórico’ (como Salazar?), um político ‘controverso’ (como Mussolini?) e alguém que será ‘julgado pela história’ (como Hitler?). Depois, com a passagem das horas, a previsão confirma-se.
Longe de mim criticar as taras de cada um: o exercício é cansativo e a imbecilidade, ao contrário da ignorância, não tem cura. Um pormenor, porém, não deixa de me provocar certa urticária: como é possível que o nosso jornalismo engula e promova essa imbecilidade sem questioná-la com factos – a miséria de Cuba, os presos políticos, os milhares de mortos, os náufragos, etc.?
Dizem que o jornalismo está em crise: são as vendas, a publicidade, a internet. Certo. Mas a crise do jornalismo também se explica com a cobardia do jornalismo.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Se Viktor Orbán perder hoje as eleições na Hungria, a Europa está salva.
Dizem que Trump está louco. Não está: usa a retórica de um alienado para que o mundo acredite que é capaz de tudo – até do impensável nuclear.
Por que motivo haveria de ser diferente no Tribunal Constitucional, se os socialistas também tivessem um lugar à mesa?
Em Portugal, nada é mais difícil do que o humor. A realidade vem sempre coberta por uma mortalha absurda que derrota qualquer concorrência.
Foi preciso muito detergente, nas revisões posteriores, para limpar estas manchas.
Ninguém pedia que a Europa marchasse com Israel e os EUA para o Irão.