A política portuguesa é pródiga em filmes paranormais. A semana passada, era o assessor fantasma de Marco Capitão Ferreira na holding da Defesa. Esta semana, são os assessores parlamentares que, afinal de contas, podem ser meras assombrações. ‘Toda a gente o faz’, reconheceu Rui Rio e uma longa lista de eruditos, que pelos vistos têm vasta experiência em alimentar os partidos com o orçamento da Assembleia da República. Ilegal? Será. Mas a lei é propositadamente ambígua para permitir tudo e o seu contrário.
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O estilo lúdico de Marcelo é o melhor de Marcelo: num país ‘engravatado todo o ano e a assoar-se na gravata por engano’, terei saudades deste jogral.
Desafiar Passos Coelho para as eleições internas do PSD é outra forma de desconversar: transforma um problema de governação num ajuste de contas partidário.
Sempre que o Tio Sam se mete em aventuras militares contra regimes tirânicos, a esquerda doméstica começa o seu carrossel de histeria e lamúria.
Com todas as reservas que Trump me merece, espero que esta guerra, uma vez iniciada, traga pelo menos a libertação dos iranianos.
José Sócrates já tem novo advogado. É o quarto oficioso.
Passos Coelho funciona hoje como um governo-sombra informal: não governa, mas lembra semanalmente que alguém poderia fazer o jeito.
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