Foi triste a festa, pá! Um Parlamento que fez birra, tentou o velho truque da conspiração fascista e lá acabou por se reduzir, dando razão a quem sempre a teve. Sem falar da maioria dos discursos: retórica gasta, nulidade de ideias para o futuro e justificações envergonhadas para o facto de estarem ali enquanto o país não está em lado nenhum. Pareciam catraios apanhados a roubar a caixa das esmolas.
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Passos Coelho funciona hoje como um governo-sombra informal: não governa, mas lembra semanalmente que alguém poderia fazer o jeito.
Depois de duas escolhas desastradas, o futuro do governo também depende de acertar à terceira.
Desde Carlos I, em meados do século XVII, que um membro da família real não conhecia as agruras do cárcere.
José Luís Carneiro anda a escrever cartas ao primeiro-ministro com uma intensidade apaixonada.
Passos são, como sempre foram, longos, tormentosos e politicamente incertos.
A ‘geringonça’ salvou a carreira política de António Costa e exportou-o para Bruxelas.
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