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Luís Tomé

Luís Tomé

Professor Catedrático de Relações Internacionais

Coragem Navalny

19 de fevereiro de 2024 às 00:30

Alexei Navalny é um exemplo raro de coragem e de sacrifício pessoal, assumindo os riscos de ser o principal rosto da denúncia moral do regime de Putin. É nisso que reside a explicação para a sua morte, adiada desde 2020, altura em que foi vítima de uma tentativa de assassinato por agentes russos. Ao regressar à Rússia depois de ter recuperado, em janeiro de 2021, Navalny sabia bem o que essa escolha implicava, e, mesmo encarcerado e torturado, continuou a denunciar o regime russo. O Kremlin nega envolvimento na sua morte a um mês de Putin ser novamente reeleito Presidente, mas sabemos que Navalny “morreu” no sistema prisional russo e que as autoridades russas o anunciaram publicamente antes de avisarem a família e não facilitaram o acesso imediato ao corpo sequer à própria mãe. E também conhecemos o longo historial de críticos, denunciantes e opositores a Putin assassinados ou mortos em circunstâncias dúbias, no País e no estrangeiro. Enquanto a Rússia de Putin se mostra tão paranoica e cruel como a URSS de Estaline, Alexei Navalny já ganhou um lugar na História entre os que deram a vida a denunciar a opressão e a lutar pela Liberdade.

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