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Luís Tomé

Luís Tomé

Professor Catedrático de Relações Internacionais

A grande incógnita

02 de março de 2026 às 00:30

Trump e Netanyahu lançaram nova campanha militar contra o Irão sem necessidade nem base no direito internacional nem apoio dos países do Médio Oriente ou de outros aliados dos EUA, com o objetivo de “mudança de regime” em Teerão. Para Israel, é a continuação da guerra de 2025, estando disposto a suportar os custos necessários para pôr fim a uma “ameaça existencial”. Trump arrisca mais, interna e externamente, depois de anos a insurgir-se contra “guerras infinitas”. O regime iraniano, mais vulnerável do que nunca, enfrenta uma guerra existencial e optou por retaliar com tudo o que tem durante o tempo que puder para fazer “sangrar” os EUA o suficiente para obrigar Trump a desistir, ao mesmo tempo que tenta controlar as ruas iranianas. A Rússia e a China mostram-se novamente indisponíveis para socorrer um seu “aliado”, muito mais relevante do que Maduro/Venezuela ou al-Assad/Síria. Mesmo que sobreviva, o regime iraniano ficará ainda mais enfraquecido, com prejuízos estratégicos para a China e a Rússia, e sempre beneficiando Israel e o Governo de Netanyahu. O que se segue é uma grande incógnita, num Médio Oriente volátil e em recomposição.

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