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Eduardo Cintra Torres

Eduardo Cintra Torres

Há caos e caos, há ir e voltar

19 de julho de 2026 às 00:30

A única arma do Irão no conflito com os EUA é poder mantê-lo e prejudicar Trump nas eleições de Novembro. OS EUA lá irão ao Irão destruir infraestruturas militares e civis no Irão, sem excesso, para não prejudicar as eleições. Os radicais fascistas no poder em Teerão sabem que o fim do conflito poderá ser o seu próprio fim: quando o inimigo interno reacordar, terão de esmagá-lo. Deste modo, a ambos os lados conveio até agora uma guerra de baixa intensidade: nem acaba nem se exacerba. Ambos os lados vão divulgando escassas informações e imagens, uma comunicação minimalista e muito censurada. Não sabemos quais, quantos alvos foram destruídos no Irão. Do Irão nada sai sobre os ataques americanos e dos países árabes do Golfo Pérsico quase nada se vê e se lê sobre os ataques por mísseis e drones iranianos: é como se o Irão não estivesse em guerra com eles, e vice-versa. Todas as partes têm assim criado a aparência de uma certa ordem, a de guerra ordeira, o que é possível por ser uma guerra de baixa intensidade. Assim continuará se os EUA não alterarem a estratégia. O universo mediático mundial contribui para aquele interesse partilhado pelo Irão, EUA e países árabes; contenta-se com as ínfimas imagens e informações escolhidas pelos censores políticos e militares em todos eles. Quando há guerra, há caos, mas a informação que vamos vendo e ouvindo dá a ideia de uma guerra ‘civilizada’. Serve para manter todos no poder: Trump, os radicais político-religiosos do Irão e os líderes dos países ribeirinhos do Golfo Pérsico.

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