Na hora da despedida, Marcelo tem mais encanto para quem o quer ver fora de Belém ou para os comentadores que aproveitaram durante dez anos a representação mediática do presidente. E, todavia, nem será a despedida: Marcelo vai andar por aí, como quando começou há 50 anos no seu inovador comentário no 'Expresso', dando largas à sua efabulação de cenários, de eventos futuros, sempre vários — podia acertar num. Assim continuou por décadas, quer no comentário, quer na acção política. As efabulações do seu cérebro fervilhante davam-lhe gozo a si mesmo; não resistia a inventar, como na célebre vichyssoise que levou ao fim da relação com Portas, episódio que simboliza Marcelo como o imparável escorpião atravessando o rio no lombo da simpática rã, picando-a ao contrário do que prometera. Disse o escorpião antes de se afundarem que estava na sua natureza. Marcelo fez o mesmo ao então primeiro-ministro Balsemão, fez o mesmo a este e àquele, fez até ao filho Nuno no caso das gémeas. Marcelo perdeu todos os amigos.
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50 anos de Marcelo
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