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Pedro Santana Lopes

A política dos truques

A minha orientação, neste momento, não tem nada a ver com apresentação de candidaturas presidenciais.

Pedro Santana Lopes 18 de Abril de 2015 às 00:30

Lembram-se das reações de alguns círculos bem-pensantes ao facto de eu ter admitido, em janeiro, que março/abril seria a altura indicada para a apresentação de candidaturas presidenciais? Primeiro, ficaram embaraçados e depois, pouco a pouco, foram construindo uma teia de argumentação para tentarem explicar urbi et orbi que era quase um sacrilégio, uma irracionalidade, um egoísmo, andar a falar de presidenciais e apresentar ou lançar uma candidatura durante estes dois meses.

Já tive ocasião de dizer que não foi por causa dessa conversa dos engenheiros de truques políticos que eu alterei a minha posição. Como já referi noutra altura, a vida é feita de escolhas. E a minha orientação, neste momento, a minha concentração, também, não tem nada a ver com apresentação de candidaturas presidenciais. Mesmo que quisesse, nem sequer tenho tempo para isso, porque, acreditem ou não, tenho os dias completamente tomados pela minha atividade profissional privada, numa pequena parte, e pela dedicação à Misericórdia de Lisboa, em grande parte. É um estar de serviço mais de 16 horas por dia, principalmente para atender casos dramáticos que, todos os dias, de manhã, à tarde e à noite, estão a chegar.

Há quem tenha apresentado formalmente a candidatura, há quem vá apresentando, na prática, todos os fins de semana, por esse País fora. E a propósito dessas voltas no País, há quem vá escrevendo, em nome do sistema da velha política, textos completamente enganosos sobre convites e preferências de militantes. Nada disso importa agora. Ainda muita água vai correr debaixo das pontes. E quando cada um decidir se deve entrar na água, e se elas já estão suficientemente calmas para o efeito, então, sem ansiedades, nem mágoas recíprocas, nem ambições sem sentido, se verá quem, na verdade, vai disputar essa contenda eleitoral.

A propósito de presidenciais, a questão é saber quem tem boas características, não para ser presidente da Fundação de Bragança ou professor universitário, não economista ou ex-presidente da Câmara do Porto, não advogado ou Provedor da SCML, mas Presidente. Como para primeiro-ministro, a escolha deve ser essa, mas aí fortemente aliada ao seu programa e às suas opções de Governo. O ciclo do regime democrático que tem que ser substituído tem de levar consigo a política dos truques, e os portugueses são os únicos que podem fazer com que isso seja mesmo verdade.

Pousada em Alcácer do Sal

Pousada Vale do Gaio, perto do Torrão, no concelho de Alcácer do Sal, um sítio sobre a barragem que proporciona uma enorme tranquilidade, onde se pode desfrutar de uma beleza serena e da fantástica ementa que caracteriza as produções de Vasco Gallego e da sua mulher, Cláudia.

É restaurante, é estalagem, tem a piscina, para além da própria barragem. É um dos sítios e dos espaços que vale a pena visitar e desfrutar. Em pleno Alentejo, este tempero da visão urbana, cosmopolita e de grande riqueza gastronómica é um conjunto a aproveitar.

Grande jogo do Quaresma

Querer é poder. E o Porto acreditou desde o primeiro minuto, em que os seus avançados foram atrás dos jogadores do Bayern Munique, não lhes dando tempo para dominar a bola. Houve erros do Bayern? Houve. Mas houve muito mérito dos jogadores do Porto.

Que bem organizada que estava a equipa e que grande jogo fez Ricardo Quaresma. Não levem a mal que o lembre, o que o Sporting produz e o que o Sporting deixa ir embora. 

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