O silêncio - e principalmente o olhar - da seleção nacional de futebol feminino do Irão quando tocava o hino do seu país, na cerimónia de abertura do jogo da Taça Asiática, foi bastante elucidativo. Assim como o sorriso da selecionadora, Marziyeh Jafari, ao assistir à cena depois de se ter recusado a comentar os ataques militares ou a morte do líder supremo aiatola Ali Khamenei, dizendo que a equipa precisava de se focar no jogo. A operação ‘Fúria Épica’ - ou ‘Rugido de Leão’ para os israelitas - traz, a par da morte de inocentes e de toda a destruição, o início de um movimento silencioso, mas potencialmente transformador. Recorde-se que o mesmo silêncio foi adotado em 2022 pela seleção masculina de futebol, no Mundial contra a Inglaterra, num protesto contra a morte de Mahsa Amini, de 22 anos, às mãos da polícia da moralidade em Teerão por uso “indevido” do véu islâmico. Não vamos ser ingénuos ao ponto de acreditar que esta ofensiva vai trazer a democracia de volta, mas o desaparecimento de determinadas figuras representa, para muitos, o fim de uma presença que moldou, durante décadas, o limite do que podia ou não ser vivido, dito ou feito. A simples perceção de que o sistema não é permanente... muda tudo.
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Operação 'Fúria Épica' traz o início de um movimento silencioso.
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