Cheguei de Roma, após participar no Consistório Extraordinário, que reuniu cerca de 170 cardeais de todo o mundo, reunião de todos os membros do Colégio Cardinalício. E dei por mim a pensar neste mistério da Fé que reúne homens de raças diferentes, que falam línguas diferentes e vivem realidades distintas. Sou tentado a dizer que somos diferentes, mas todos iguais. Não só na condição humana, mas também nesta realidade de todos nós, cada um à sua maneira, ter entregado a sua vida por um homem, Jesus, o Filho de Deus Vivo, que morreu e ressuscitou. E ao entregarmos as nossas vidas, demos e somos corpo da Igreja. Acredito que, para muitos que assistem nas televisões ou nas redes sociais às imagens das nossas entradas em procissão, na Basílica de São Pedro, ou aos nossos trabalhos, em pequenos círculos na grande sala do Sínodo, tudo possa parecer um pouco estranho ou fora deste tempo. Mas, na verdade, somos simples homens que querem procurar a vontade de Deus neste tempo agitado e confuso, escutando e partilhando o que sentimos em busca da Verdade.
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Não é possível deixar de sentir orgulho no que temos e no que somos.
A firmeza, a elevação e a clareza do Papa Leão XIV permanecem, como farol que ilumina uma escuridão.
Vão sentir que a Jornada é verdadeiramente um projeto de Deus, que em tudo nos ultrapassa.
Como dizia o Papa Francisco, devemos usar e abusar de duas pequenas palavras; Obrigado e Desculpe.
Entremos, todos, todos, todos, de corpo inteiro na Semana Santa rumo à Ressurreição de Jesus!
Precisamos de olhar nos olhos de quem cuida e de quem é cuidador.
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