Permitam-me que, neste dia, destaque uma realidade que todos conhecemos, mas que tantas vezes esquecemos: a história está repleta de histórias sobre mulheres que enfrentaram as maiores dificuldades e tragédias em tempo de guerra. Durante séculos ficaram em casa, cuidando das casas, dos filhos, do cultivo das terras. Mais tarde trabalhavam nas fábricas, nos hospitais, na retaguarda de todas as guerras. Ficaram órfãs, viúvas, mães sem filhos, irmãs sem irmãos. E tantas, mas tantas, rezavam e rezam pela Paz. O nosso tão amado santuário de Fátima é testemunha de tantas lágrimas, de tantos milagres e promessas cumpridas. A maternidade, tão relevada com uma das frases do Papa Francisco, dita precisamente neste santuário, correu o mundo «em Fatima, todos temos Mãe» espalhando assim a certeza de que todos precisamos do amor incondicional das mães, que sentem como ninguém, o medo, a angústia, a loucura da guerra. Hoje, enfrentamos de novo o drama da guerra e a urgência da Paz. Não consigo entender a lógica de quem mata antecipadamente para não ser morto…como se não fosse possível encontrar outros caminhos, outras formas de negociar a paz e de conviver. Estou neste momento em Turim, a participar num encontro inter-religioso e de oração de jovens pela Paz. Trazemos na memória e no coração, dois dos patronos da nossa Jornada Mundial da Juventude, São João Bosco e São Píer Giorgio Frassati. João Bosco fundou a Obra Salesiana, destinada a educar os jovens, de um modo particular, os mais pobres, e Frassati” bebeu” desta espiritualidade salesiana e foi um exemplo de alegria e de esperança, anunciando sem desanimar, a certeza da possibilidade de todos alcançarmos a santidade, independentemente da idade e ou condição social. Ambos italianos e nascidos em Turim, são a nossa referência e companhia neste dia de oração pela Paz. E rezo pelos nossos jovens de Portugal, os jovens da minha diocese, para que se sintam sempre inquietos com a guerra que acontece lá longe e para que cuidem com particular cuidado e respeito as suas mães, as suas avós, as suas namoradas…O tempo que estamos a viver pede-nos empatia uns pelos outros, consciência do significado do Bem Comum, oração pela Paz.
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O nosso tão amado santuário de Fátima é testemunha de tantas lágrimas, de tantos milagres e promessas cumpridas.
Ao olhar para trás, percebo como o retiro desta Quaresma me deu oportunidade e tempo para rezar por todos...
As grandes festas precisam sempre de um tempo de preparação.
Quem mais sofre é sempre quem vive numa situação de maior fragilidade, isto é, os mais velhos, os mais pobres, os que vivem mais isolados.
Que sejamos capazes de superar os números da abstenção esperados e exercer o nosso direito de cidadãos.
Não sei quanta coragem vai ser necessária para recomeçar, para seguir em frente.
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