Maria Aparecida, com seu jeitinho brasileiro, garante que tem duas pátrias: Portugal e Brasil. Era vê-la berrando pela selecção portuguesa contra "essa malandragem espanhola". Natural do interior de Goiás, pegou na trouxa e zarpou para Portugal com uns 20 anos, há quase uma década. Deixou na cidadezinha sertaneja uma filha sem pai presente, a mãe e seis irmãos. Conseguiu "todos os papéis portugueses, tudo direitinho!" Trabalha de dia numa loja e toma conta de uma velhinha durante a noite. Labuta que nem moira para ganhar menos de mil euros/mês. Abandonou o sonho de ser enfermeira por razões imperativas. "Tenho de sustentar mamãe, a minha menina e dois irmãos doentinhos!" Tem um T1 alugado a meias com uma amiga e, cereja no topo do bolo, consegue enviar mensalmente 250 euros certinhos para a mãe, pouco mais do que os 242 euros do ordenado mínimo brasileiro. "Vai dando para mamãe se virar!" Aparecida morre de saudades da filha. "Meu sonho é trazer minha menina para Portugal!" A mãe guarda memórias muito próprias. Garante que o avô de Aparecida era "um português lá do Norte", mas é difícil provar de onde e quando imigrou para o Brasil. "Eu sou portuguesa de coração e podia ser portuguesa de papel!" É mais uma história da diáspora luso-brasileira.
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