Serviço público é também isso, o recurso a figuras de projeção nacional que possam transmitir a quem sofre o lenitivo da generosidade e do sorriso. Só é pena que ‘Mendes, Muda-nos a Instituição’ seja uma ação mensal tão modesta que troca pouco mais do que o velho televisor e umas cadeiras e que reabilita um soalho ou umas paredes. Mesmo em tempo de crise, não seria possível à RTP encontrar parceiros que lhe dessem maior ambição? E podendo criar-se outro conceito havia necessidade de parodiar o formato do ‘Querido, Mudei a Casa’? Assim, a inevitável comparação só torna a pobreza do "Mendes" mais chocante.
Eu sei que o gesto é tudo e, afinal, os rostos de felicidade de quem vê Fernando Mendes e Miguel Vital à sua frente são um privilégio para o espectador. Sim, para tocar o coração das pessoas também é preciso talento.
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