A questão que a ‘Tempestade Perfeita’ destapa é a mesma que foi colocada, há anos, por outros casos, de que o ‘Face Oculta’ foi um padrão.
O Estado está dominado, em áreas de grande peso orçamental, por verdadeiras redes de corrupção que vampirizam o erário público e reproduzem-se por gerações. Uma realidade que nunca foi uma grande surpresa para alguns líderes políticos. Há vinte anos, João Cravinho falava de “lobbies”, Durão Barroso de “redes mafiosas”, António Guterres clamava contra os “grupos de interesses”, Jorge Sampaio repetia, até à exaustão, alertas contra os “interesses instalados”.
Uns e outros denunciavam, genericamente, tais ‘redes mafiosas’ e a sua enorme capacidade de pressão sobre o poder político e de condicionar os processos de decisão. Multiplicaram-se as comissões de inquérito, as declarações sibilinas sobre o que se sabia mas não se podia assumir, o coro de cínicas perplexidades foi sempre ruidoso.
Por essa via da indignação política nunca se chegou muito longe. Nunca nos contaram, com nomes e factos, o que sabiam. Foi só para português ver. Como se viu na ‘Face Oculta’, vinte anos depois da dita indignação havia quem proclamasse, perante uma vitória eleitoral do PS, que tinham mais uns anos para encher os bolsos. Nunca mudam. As ‘putas’ são sempre da mesma extração. O objeto do saque é que se foi sempre alargando até meterem o Estado no bolso.
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