Chama-se ‘o orçamento no seu bolso’ e é a marca do jornalismo com que trocamos por miúdos as grandes contas do Estado. O leitor conhece-a bem, quanto mais não seja porque faz a descodificação anual do Orçamento apresentado pelo Governo.O Estado central tem contas cada vez mais certas, com um excedente que promete reduzir a dívida, mas quem comprou casa a crédito e está a pagar o empréstimo tem o garrote cada vez mais apertado, e sabe que a situação só pode piorar. Falta um ano, quase dia por dia, para as eleições europeias, cujo resultado em Portugal pode ter implicações em cadeia, como as recentes municipais e autonómicas espanholas tiveram. A grande bomba-relógio política para o Governo está aqui. Todos nós sabemos como a macroeconomia não mete comida na mesa das nossas famílias.
Ora bem, o nosso jornal está hoje repleto de notícias que dão bem conta de como a matemática e o dia a dia nem sempre casam, por vezes até são realidades de costas viradas uma para a outra. O produto interno bruto cresce acima do previsto, mas os salários estão estagnados, o nível de vida não sobe, e a classe média vive com muitas dificuldades. A inflação desce para patamares mais próximos daquilo a que estamos habituados, mas ir ao supermercado continua a ser um pesadelo, e o nosso poder de compra continua a ressentir-se.
O Estado central tem contas cada vez mais certas, com um excedente que promete reduzir a dívida, mas quem comprou casa a crédito e está a pagar o empréstimo tem o garrote cada vez mais apertado, e sabe que a situação só pode piorar. Falta um ano, quase dia por dia, para as eleições europeias, cujo resultado em Portugal pode ter implicações em cadeia, como as recentes municipais e autonómicas espanholas tiveram. A grande bomba-relógio política para o Governo está aqui. Todos nós sabemos como a macroeconomia não mete comida na mesa das nossas famílias.
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