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Armando Esteves Pereira

Armando Esteves Pereira

Diretor-Geral Editorial Adjunto

A crise da habitação

21 de maio de 2026 às 00:31

O novo pacote fiscal é uma boa medida, mas não é uma panaceia para resolver a grave crise da habitação. Há 30 anos qualquer jovem com emprego e salário médio , com maior ou menor dificuldade, conseguia comprar uma casa a crédito. Hoje esse desejo só é possível para uma minoria, porque o esforço exigido na prestação mensal do crédito em relação aos salários é elevadíssimo, isto porque o preço das casas triplicou na última década, enquanto os salários registaram uma evolução modesta. Mas também no arrendamento a situação é muito complicada. Por causa da explosão turística  e da chegada de quase um milhão de imigrantes na última década, uma casa que em Lisboa custava de renda cerca de 500 euros custa agora mais do triplo.  

Não há milagres e o único antídoto eficaz é o aumento de oferta , particularmente de casas a preços acessíveis.  E é neste ponto que a política de habitação tem falhado na última década. Nem o poder central, nem os municípios , conseguiram antecipar-se a esta crise. Salvo raras exceções as grandes câmaras adiam os projetos de renda acessível e os departamentos de licenciamento urbanístico demoram uma eternidade a avaliar os projetos de construção. As câmaras que enriquecem com o IMT e o IMI e o governo têm de resolver este grave problema que tira esperança às famílias e prejudica o futuro do País.       

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