Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoO comentário do governador do Banco de Portugal , baseado em estatísticas reais, mostra que o pacote de ajuda do governo à restauração não é o uso mais correto do dinheiro dos contribuintes. Mas Álvaro Santos Pereira foi vítima de uma forte reação dos empresários do setor, que para além das estatísticas sabem das dificuldades do seu negócio. Há uma aparente contradição de percepções. Os negócios da restauração dispararam com a explosão turística, mas também há muitas empresas em dificuldades e a inflação tem sido muitas vezes acomodada com queda das margens para manterem os estabelecimentos à tona de água. Há muitas casas que estão a fechar portas, por causa de mudanças geracionais. E cada vez que uma casa destas fecha equivale a uma biblioteca única que desaparece, aquele saber perde-se para sempre . Estas situações que vão acontecendo em todas as cidades merecem atenção. O mundo está em constante evolução, nos últimos anos os supermercados entraram no negócio das refeições prontas, os remédios milagrosos para o emagrecimento também afetam restaurantes e vendedores de bebidas. A situação é complexa, mas os restaurantes de luxo que cobram dez por cento de um salário médio por refeição e que não conseguem sobreviver também não merecem ajuda dos nossos impostos. Não deve haver almoços grátis, nem subsidiados.
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