Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoBenjamin Netanyahu é o grande arquiteto desta guerra que há duas semanas bloqueia o fornecimento de petróleo do golfo pérsico e ameaça a economia mundial, com a exceção das grandes empresas de armamento que vivem dias risonhos e da Rússia que já tem carta branca para vender o seu ouro negro. A alegada ameaça nuclear foi o engodo para convencer a Casa Branca, onde o genro judeu de Trump tem grande influência. Os intensos ataques americanos e israelitas já matam muitos dignatários, até o chefe supremo, mas ainda não conseguiram mudar a governação da antiga Pérsia.
O primeiro-ministro de Israel, que ascendeu politicamente por ser irmão de um herói israelita, o militar morto no resgate de um avião sequestrado em Entebbe, já tem este sonho de destruir o Irão há 40 anos. Deseja um grande Israel, incluindo a área que resta da Palestina e ainda outros territórios 'biblicos' . Por isso também ataca barbaramente o Líbano, com a pretexto da guerra contra o Hezbollah.
Netanyahu conseguiu eliminar os seus inimigos. A OLP nunca mais teve a força de Arafat, Saddam Hussein morreu enforcado, Kadafi foi abatido, o regime sírio caiu, o Hamas que tinha sido alimentado por Israel para enfraquecer a OLP, cometeu um suicídio de consequências trágicas a 7 de outubro de 2023. Esse massacre de israelitas permitiu a 'Bibi' manter-se no poder e acelerar a sua agenda belicista, enquanto escapa a um julgamento por corrupção que o poderia levar à cadeia.
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Netanyahu conseguiu eliminar os seus inimigos. Usou o engodo nuclear para realizar um sonho antigo.
Com a guerra a escalar, Chega e CDS estão mais preocupados com bandeiras.
Com aliados destes, EUA e Israel, quem precisa de inimigos?
A guerra já está a ter um duro impacto na nossa carteira com inflação e juros mais altos.
Trump já terá percebido que esta guerra não se ganha com bombas.
Face ao seu antecessor marcou uma grande diferença: o fim do frenesim.