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Eduardo Dâmaso

Eduardo Dâmaso

Jornalista

Tudo o que não pode acontecer

22 de maio de 2026 às 00:31

As investigações sobre as ligações perigosas entre políticos do PSD madeirense e empresários, como Avelino Farinha e Custódio Correia, mostram tudo o que não deveria acontecer nos processos de crime económico. Primeiro, não deveria ser necessário que o Ministério Público e a PJ avocassem para Lisboa investigações na região. Isso só aconteceu porque os casos em questão estavam, há muito, empastelados. Não atavam, nem desatavam na justiça local. Em segundo lugar, a primeira operação da PJ, a do avião que levou os 120 inspetores, não deveria ter ocupado a centralidade do debate porque estava plenamente justificada por razões práticas e operacionais, mas sim os graves indícios que já eram claros. Terceiro, os críticos do MP, que têm toda a legitimidade para fazer críticas objetivas, não deveriam ter embarcado em mais uma tentativa de deslegitimação desta magistratura, com base em falsidades abjetas. Desde logo, atribuindo-lhe responsabilidades no prolongamento da detenção dos arguidos, que eram apenas do juiz de instrução. Não deveriam ter desvalorizado os indícios de corrupção e outros crimes porque é isso que Albuquerque, Calado e outros vão ter de ir discutir em tribunal. A Relação veio recolocar tudo no devido lugar.

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