Ficar no cargo “seria avolumar o problema”, diz Barreiras Duarte

Deputado anunciou “pedido irrevogável de demissão” como secretário-geral.

19 de março de 2018 às 01:30
Feliciano Barreiras Duarte Foto: Jorge Paula
Na estreia de Fernando Negrão (à dir.) como líder parlamentar, Feliciano Barreiras Duarte (ao centro) surgiu ao seu lado na primeira fila do hemiciclo Foto: Mário Cruz/Lusa

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Uma semana depois de rebentar o escândalo sobre o currículo académico, Feliciano Barreiras Duarte anunciou este domingo a demissão "irrevogável" do cargo de secretário-geral do PSD. Rui Rio, presidente do partido, aceitou de imediato a resignação e trabalha agora na escolha de um substituto a apresentar ao conselho nacional do PSD.

"Considero que, neste momento e face à violência inusitada dos ataques e aos efeitos para mim e a minha família, atingimos o limite: por isso apresentei ao presidente do meu partido o pedido irrevogável de demissão – tão irrevogável que já está concretizada – de secretário-geral do PSD", explicou Barreiras Duarte num comunicado enviado às redações.

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No entender do também deputado, o alvo do que diz serem estes ataques –primeiro, a referência à Universidade de Berkeley no currículo e, depois, o subsídio do Parlamento recebido indevidamente – não é ele próprio, "mas sim o líder do Partido e a sua direção". "Ficar seria avolumar o problema e não contribuir nada para a solução", precisou o secretário-geral demissionário.

"Saio de consciência tranquila; nunca ganhei nada, nem com uma, nem com outra situação; não tirei qualquer proveito da Universidade de Berkeley – nem financeiro, nem de grau académico, nem profissional, nem político; não procurei qualquer benefício material ou outro, antes pelo contrário, com a questão da morada no Parlamento", adiantou.

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Sobre a referência a Berkeley, o deputado recusa "quaisquer paralelismos com situações de falsas licenciaturas, feitas por equivalências, ou licenciaturas feitas ao domingo" e só reconhece ter sido "imprudente manter tanto tempo essa referência". Agora, garante, vai "aguardar serenamente os resultados do inquérito que a PGR anunciou abrir".

Menezes acusa Rio de só querer ser ‘vice’ de Costa

O ex-líder do PSD Luís Filipe Menezes acredita que a estratégia de Rui Rio é ser ‘vice’ de António Costa. "Seguindo sem vacilar este trilho, Rio chegará a 2019. Dificilmente poderá vencer", frisa num artigo no ‘Público’. "Como não corre o risco de, em ligação ao CDS, vencer em termos relativos, abre o caminho para o que sempre perspetivou: ‘vice’ de um poderoso governo à alemã."

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