Autarca de Viseu investigado por facilitar negócios
Almeida Henriques terá recebido 120 mil euros de José Agostinho entre 2010 e 2013.
O presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques, é suspeito de ter facilitado negócios ao empresário José Agostinho, detentor da marca Tomi, entre 2010 e 2013, quando era deputado e, depois, secretário de Estado Adjunto da Economia e Desenvolvimento Regional.
Pelos favores, que terão passado por telefonemas a decisores políticos para receberem o empresário, facilitando negócios, terá recebido 120 mil euros. O autarca está a ser investigado pelo Ministério Público e pela PJ do Porto.
Também Rui Moreira, do Porto, terá sido contactado, mas não fechou nenhum negócio com a Tomi. Rui Moreira terá denunciado o telefonema à PJ. Ao CM, José Agostinho recusou prestar declarações. Já Almeida Henriques, contactado pelo CM, optou por reagir nas redes sociais.
"Não tive nem tenho nada a ver com a designada Operação Éter", escreveu, lembrando o princípio da "presunção da inocência". Almeida Henriques está a ser investigado no âmbito de uma certidão extraída daquela investigação.
PORMENORES
Proveitos desde 2010
O Ministério Público acredita que Almeida Henriques terá começado a receber uma quantia mensal de 1200 euros em 2010, através da QI Consultadoria Empresarial. A empresa passou a ser gerida pela mulher.
Inquérito autónomo
Todo este caso deriva da Operação Éter, que tem como principal suspeito Melchior Moreira, ex-presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal, em prisão preventiva. José Agostinho foi escolhido por aquela entidade para instalar o sistema Tomi em 60 lojas interativas, no valor de sete milhões de euros.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt