Autarca de Viseu investigado por facilitar negócios

Almeida Henriques terá recebido 120 mil euros de José Agostinho entre 2010 e 2013.

12 de dezembro de 2019 às 08:42
Almeida Henriques foi deputado e secretário de Estado Foto: Nuno André Ferreira
José Agostinho é o dono da marca Tomi Foto: Tiago Virgílio Pereira

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O presidente da Câmara de Viseu, Almeida Henriques, é suspeito de ter facilitado negócios ao empresário José Agostinho, detentor da marca Tomi, entre 2010 e 2013, quando era deputado e, depois, secretário de Estado Adjunto da Economia e Desenvolvimento Regional.

Pelos favores, que terão passado por telefonemas a decisores políticos para receberem o empresário, facilitando negócios, terá recebido 120 mil euros. O autarca está a ser investigado pelo Ministério Público e pela PJ do Porto.

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Também Rui Moreira, do Porto, terá sido contactado, mas não fechou nenhum negócio com a Tomi. Rui Moreira terá denunciado o telefonema à PJ. Ao CM, José Agostinho recusou prestar declarações. Já Almeida Henriques, contactado pelo CM, optou por reagir nas redes sociais.

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"Não tive nem tenho nada a ver com a designada Operação Éter", escreveu, lembrando o princípio da "presunção da inocência". Almeida Henriques está a ser investigado no âmbito de uma certidão extraída daquela investigação.

PORMENORES

Proveitos desde 2010

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O Ministério Público acredita que Almeida Henriques terá começado a receber uma quantia mensal de 1200 euros em 2010, através da QI Consultadoria Empresarial. A empresa passou a ser gerida pela mulher.

Inquérito autónomo

Todo este caso deriva da Operação Éter, que tem como principal suspeito Melchior Moreira, ex-presidente do Turismo do Porto e Norte de Portugal, em prisão preventiva. José Agostinho foi escolhido por aquela entidade para instalar o sistema Tomi em 60 lojas interativas, no valor de sete milhões de euros.

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