BE acusa Governo de querer "cortar salários" com lay-off pago a 80% e apela a recuo
Primeiro-ministro recusou qualquer intenção de cortar salários, considerando que tal é "completamente falso".
O deputado único do BE, Fabian Figueiredo, acusou esta quinta-feira o Governo de querer cortar salários, uma vez que o regime de `lay-off´ para empresas afetadas pelas tempestades garante apenas 80% da remuneração, e apelou ao executivo que recue.
"O Governo garantiu aos trabalhadores que fossem para `lay-off´ que não iam ter perda salarial. Veio a lei, revelou-se a mentira", criticou Fabian Figueiredo, durante o debate quinzenal com o primeiro-ministro na Assembleia da República.
Na quarta-feira, BE, Livre e PCP anunciaram a entrega de uma apreciação parlamentar ao decreto do Governo que define o regime de lay-off, defendendo que a remuneração seja assegurada a 100% e não em dois terços como estabelece o diploma.
Fabian Figueiredo acusou o Governo de querer "cortar salários a trabalhadores afetados" e avisou Luís Montenegro que "ainda vai a tempo de recuar".
"Se não o fizer, o parlamento tem a obrigação, em nome da solidariedade nacional, de o obrigar a honrar a palavra que deu aos trabalhadores das zonas afetadas", salientou.
O primeiro-ministro recusou qualquer intenção de cortar salários, considerando que tal é "completamente falso", e realçou que o Governo está a fazer "precisamente o contrário" com os apoios prestados à população.
Depois de ter ouvido Fabian Figueiredo acusar o executivo de ter gerido a catástrofe com "uma gritante falta de empatia", Montenegro recusou ainda entrar numa "espécie de competição e debate à volta de quem tem mais empatia".
O chefe do executivo afirmou que aos membros do governo "não falta empatia" nem "capacidade de compreensão", mas que a um executivo exige-se que atue, algo que disse estar a fazer.
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