BE acusa ministras da Saúde e do Trabalho de "completa ignorância" para funções
José Manuel Pureza defende a demissão de ambas.
O coordenador nacional do BE acusou esta segunda-feira as ministras da Saúde, Ana Paula Martins, e do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, de "completa incompetência para o desempenho das suas funções", defendendo a sua demissão.
"O Congresso do PSD foi, afinal de contas, o desfile de um conjunto de ministros que vêm revelar, um após outro, a sua completa incompetência para o desempenho das suas funções", afirmou José Manuel Pureza, em declarações aos jornalistas no final da uma audiência com o Presidente da República, António José Seguro, no Palácio de Belém.
O líder bloquista referiu-se às declarações da ministra da Saúde durante a reunião magna social-democrata, quando responsabilizou os imigrantes pela falta de médicos de família.
"Só falta, a partir de agora, que Ana Paula Martins venha culpar os imigrantes da onda de calor ou outra coisa qualquer. É uma completa falta de norte por parte da ministra da Saúde", criticou.
José Manuel Pureza defendeu também a demissão da ministra da Saúde, sustentando que "há muito tempo que vinha evidenciando completa inadequação para o desempenho das funções".
O líder do BE considerou que a governante mostra "sinais de incapacidade para resolver os problemas essenciais da política de saúde em Portugal", além de contribuir "para o agravamento desses mesmos problemas, ou seja, a desqualificação daquela que é a principal conquista da democracia, que é o Serviço Nacional de Saúde".
O antigo deputado falou também sobre a ministra do Trabalho, considerando que no fim de semana fez "um número absolutamente extraordinário" na "ressaca de uma derrota política clamorosa no Parlamento" (o chumbo da proposta do Governo que visava alterar a lei laboral), quando disse que, "a breve trecho, voltarão à carga com as alterações ao Código de Trabalho, com o pacote laboral".
"O que fica provado é que não é para os portugueses nem para o país que a Ministra do Trabalho trabalha, e que está na altura de a Ministra do Trabalho encontrar um outro trabalho", sugeriu.
Pureza considerou que "uma ministra que apostou tudo, com o patrocínio do primeiro-ministro, em fazer do pacote laboral o seu legado ao país, diante da derrota que já era uma derrota face aos sindicatos, que já era uma derrota face à opinião pública, acrescenta uma derrota face ao Parlamento, não tem outra alternativa senão procurar outro trabalho".
A 12 de junho, o coordenador nacional do BE anunciou que o partido iria pedir uma audiência ao Presidente da República para manifestar a sua "extrema preocupação" com o projeto de revisão constitucional do Chega, que classificou como "um golpe contra a Constituição".
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