Bloco de Esquerda com receção calorosa no norte do País

Catarina Martins quase supera o antigo líder do CDS na popularidade durante uma visita à feira em Famalicão.

03 de outubro de 2019 às 08:55
Catarina Martins Foto: Lusa
Catarina Martins Foto: Lusa
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Catarina Martins já fez esquecer o ‘Paulinho das Feiras’. Não há feira nem mercado onde a coordenadora do Bloco de Esquerda (BE) não passe e a receção é sempre calorosa. Esta quarta-feira, em Vila Nova de Famalicão, a cena repetiu-se: beijos, abraços e muitas palavras de força. Os mais velhos clamam por "mais reformas" .

A líder bloquista diz que é preciso mais e esta quarta-feira exigiu mais "justiça fiscal". Catarina Martins defendeu ainda que é preciso obrigar as empresas que recorrem a offshores a pagar impostos pelos lucros em Portugal para acabar com a fuga ao Fisco. "Foi tornado público que há 630 milhões de euros que fugiram aos impostos das maiores empresas através de offshores. São 630 milhões de euros que as maiores empresas portuguesas não pagaram dos impostos que eram devidos. Dinheiro que dava para quase cinco vezes de aumento extraordinário das pensões", sublinhou.

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À tarde, a rota da campanha do BE passou por Coimbra, onde a coordenadora reagiu às críticas do PSD e CDS sobre a decisão de não antecipar a reunião da Comissão Permanente para discutir o caso de Tancos. "Nada justifica que um ministro minta a uma comissão de inquérito parlamentar", afirmou Catarina Martins. "O BE não acha que o caso possa ser esquecido, mas não nos impede de fazer o que temos de fazer numa campanha eleitoral."

A visita em Coimbra passou pelo Centro de Medicina do Sono, nos Covões, onde a bloquista defendeu o reforço do investimento na Saúde. "Não podemos continuar a ter concursos que ficam vazios ou profissionais que desistem", frisou, rematando que "precisamos de todos no Serviço Nacional de Saúde".

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