Bolieiro espera que relacionamento com Governo sobre Base das Lajes se mantenha

Boleiro referiu, ainda, que desde sábado "houve uma alteração significativa" na utilização da base militar açoriana pelos Estados Unidos.

02 de março de 2026 às 13:07
Bolieiro espera que relacionamento com Governo sobre Base das Lajes se mantenha Foto: Eduardo Costa
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O presidente do Governo dos Açores disse esta segunda-feira esperar que o relacionamento do seu executivo com o Governo da República se mantenha relativamente à informação sobre a utilização da Base das Lajes pelos Estados Unidos.

"O que eu quis sinalizar, sobretudo, foi que o relacionamento com o Governo da República quanto à informação, que nós exigimos, e que é de bom-tom que se mantenha", disse José Manuel Bolieiro aos jornalistas, na Madalena, na ilha do Pico, no início de uma visita estatutária de três dias.

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O presidente do executivo açoriano de coligação PSD/CDS-PP/PPM foi questionado sobre a declaração política sem direito a perguntas, que proferiu no domingo, no Palácio de Sant'Ana, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel.

"A responsabilidade do sujeito do direito internacional [da Base das Lajes, na ilha Terceira] é o Estado português, não é o Governo Regional, mas, obviamente, que quero estar informado relativamente aquelas que são as responsabilidades do próprio Estado português na relação com o Governo dos Açores. E foi isso que eu quis sinalizar ontem [domingo]. E que, fruto, também, desta evolução [relacionada com o ataque ao Irão, no sábado], [...] quero ver reforçado", esclareceu.

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Boleiro referiu, ainda, que desde sábado "houve uma alteração significativa" na utilização da base militar açoriana pelos Estados Unidos e foi isso que assegurou, quer com o gabinete do primeiro-ministro, quer diretamente com o ministro dos Negócios estrangeiros.

O presidente do Governo dos Açores afirmou no domingo que o Acordo Bilateral de Defesa e Cooperação entre Portugal e os Estados Unidos "foi cumprido" e que a importância dos Açores "foi reconfirmada" com o recente ataque ao Irão.

Numa declaração política sem direito a perguntas dos jornalistas, José Manuel Bolieiro referiu que "no atual contexto internacional de guerra" o Governo dos Açores e o Governo "mantiveram contactos e troca de informação" através do primeiro-ministro, ministro dos Negócios Estrangeiros e presidente do executivo açoriano.

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De acordo com o líder do executivo açoriano, os Açores e a sua posição geográfica "são um ativo, cuja centralidade estratégica para a segurança e defesa atlântica e ocidental, no plano nacional, no quadro da NATO e das relações com países aliados de Portugal, está agora reconfirmada pela atual conjuntura internacional".

Associando-se aos termos do comunicado do Governo, Bolieiro afirmou que, com a alteração do contexto desde sábado, ficou estabelecido entre ambos os governos a "intensificação dos contactos para informação e acompanhamento da evolução da situação".

No comunicado divulgado pelo executivo foi também referido que o Governo Regional dos Açores "defende o interesse regional e nacional e a promoção da segurança do povo açoriano".

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"Com o contexto que, a partir de ontem [sábado], se alterou, ficou estabelecido entre o Governo de Portugal e o Governo Regional dos Açores a intensificação dos contactos para informação e acompanhamento da evolução da situação", concluiu.

No sábado, cinco aviões reabastecedores KC-46 Pegasus da Força Aérea norte-americana levantaram voo da Base das Lajes, na ilha Terceira, segundo constatou a Lusa no local.

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Desde o dia 18 de fevereiro que se intensificou o movimento de aeronaves norte-americanas na Base das Lajes.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano" e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Irão já confirmou a morte do 'ayatollah' Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.

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Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques, indicou a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano. O exército dos Estados Unidos confirmou a morte de três militares norte-americanos.

Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.

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