Carlos Moedas afirma que objetivo é a maioria absoluta em Lisboa em 2029

Carlos Moedas colocou esta fasquia eleitoral perante o Congresso Nacional do PSD, que decorre em Anadia, distrito de Aveiro.

20 de junho de 2026 às 21:50
Carlos Moedas afirma que objetivo é a maioria absoluta em Lisboa em 2029 Foto: Paulo Novais/Lusa
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O presidente da Câmara de Lisboa traçou este sábado como objetivo do PSD vencer a autarquia da capital em 2029 com maioria absoluta, num discurso em que atacou o "imobilismo" do Chega e do PS na vida política.

Carlos Moedas colocou esta fasquia eleitoral perante o Congresso Nacional do PSD, que decorre em Anadia, distrito de Aveiro. Subiu à tribuna dos oradores pouco depois da segunda intervenção do líder do seu partido - ocasião em que Luís Montenegro anunciou o autarca da capital como um dos novos vice-presidentes sociais-democratas.

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Em relação a objetivos eleitorais, Carlos Moedas disse o seguinte: "Ganhámos as eleições autárquicas em Lisboa duas vezes: A primeira por 2294 votos de diferença, a segunda por uma diferença dez vezes maior. E, este sábado, deixo-vos aqui, em primeira mão, que em 2029 vamos ganhar por muito mais, com uma grande maioria absoluta".

No seu discurso, o presidente da Câmara de Lisboa fez também um dualismo entre mentira e verdade na política, considerando que se assiste a um tempo "em que muitos vivem do alarmismo, da mentira, da manipulação". "Mas a verdade é olhar para o país como ele é, dizer que durante muito tempo o PS governou adiando a vida dos portugueses. O PS habituou-nos à política do anunciar e não fazer -- e em Lisboa foi assim durante 14 anos. Durante 14 anos construíram 17 casas por ano, nós entregámos 3200 em quatro anos", advogou o autarca.

A seguir, atacou também o Chega, dizendo que "coragem não é insultar mais depressa" ou "gritar mais alto".

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"Sem hesitação digo que o Chega não é a solução para Portugal. O Chega quer um país zangado consigo próprio, enquanto os socialistas querem um país triste e resignado e a extrema-esquerda quer um país zangado com o mundo, intolerante a todos os que pensam diferente".

Como modelo político, o presidente da Câmara de Lisboa destacou a figura do antigo primeiro-ministro e Presidente da República Cavaco Silva. "Na primeira maioria absoluta tinha 17 anos. Estava na Praça da República, em Beja, e senti pela primeira vez o que era a social-democracia.

Cavaco Silva trazia consigo um equilíbrio tão único e tão raro na política. E a isso chama-se coragem para reformar, para decidir, coragem para afirmar que a liberdade não pertence aos extremos, mas a cada um dos portugueses", declarou perante os congressistas sociais-democratas.

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Para Carlos Moedas, "as grandes reformas tiveram sempre a marca do PSD". "E o Governo Luís Montenegro tem feito muito por honrar esse legado. Mais do que honrar esse legado, tem renovado esse legado", acrescentou.  

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