Carneiro garante a críticos que há espaço interno no PS para participação política
Um grupo de militantes socialistas criticou esta terça-feira "os prazos apertados" para o próximo Congresso Nacional do PS.
O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, respondeu esta terça-feira, em Viana do Castelo, aos críticos da sua liderança que "não falta espaço de participação política para todos quantos querem contribuir positivamente para uma alternativa política a este Governo".
Um grupo de militantes socialistas criticou esta terça-feira "os prazos apertados" para o próximo Congresso Nacional do PS e defendeu "mais tempo" para a preparação, apontando uma "estagnação do partido" e a ausência de debate interno.
José Luís Carneiro, que falava aos jornalistas antes de entrar para um encontro com militantes e simpatizantes, em Viana do Castelo, no âmbito da sua recandidatura a secretário-geral do Partido Socialista, com o lema "Contamos Todos", disse que o grupo de militantes "são camaradas" de quem gosta muito.
"Há mais de 30 anos que conheço estes camaradas por quem tenho muita estima e não quero agora estar a tratar desse assunto", respondeu, antes de iniciar a sessão com cerca de 150 militantes.
À insistência dos jornalistas, José Luís Carneiro respondeu que "não falta espaço de participação política para todos quantos querem contribuir positivamente para uma alternativa política a este Governo" e adiantou que só na quinta-feira se saberá se será ou não único candidato à liderança do PS.
"Para nós o mais importante é discutir com as pessoas. A uma sala cheia de pessoas do Partido Socialista. Estive durante a tarde com pessoas independentes, da sociedade civil para que todos possam ter um espaço de participação e de construção nas propostas que visam servir o país", sublinhou.
O secretário-geral do PS escusou-se a comentar mais um adiamento, para 06 de março, das eleições para o Conselho de Estado, Provedor de Justiça e Tribunal Constitucional.
Sobre o novo ministro da Administração Interna disse que são assuntos que não lhe dizem respeito e que dizem respeito ao primeiro-ministro que foi ele quem escolheu o Luís Neves.
José Luís Carneiro quis realçar o objetivo da sua presença em Viana do Castelo, relacionada "com os investimentos públicos na valorização das infraestruturas rodoviários, ferroviárias, nomeadamente, o TGV, com prioridade para a ligação Lisboa, Porto, Braga e Vigo (Espanha) e, depois o investimento na economia do mar e, na capacitação do porto de mar" da capital do Alto Minho.
"Há hoje necessidades portuárias para que o país consiga fazer face ao crescimento da economia, quer do ponto de vista das exportações, quer das importações e porto de Viana do Castelo é muito relevante e que deve ganhar maior prioridade política nos investimentos previstos para o futuro", sustentou.
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