CDS quer partidos em Belém
Cristas defende recondução de Marques Vidal. Rui Rio evita falar sobre o mandato.
A líder do CDS, Assunção Cristas, anunciou este sábado que vai pedir ao Presidente da República para que ouça os partidos sobre o processo de nomeação do procurador-geral da República (PGR) e insistiu na recondução de Joana Marques Vidal.
"Sabemos bem que a competência da indicação é do Governo e da nomeação é do Presidente da República, mas face à importância do tema e à necessidade de termos garantias quanto ao perfil do próximo PGR, entendemos que seria importante o chefe de Estado poder ouvir todos os partidos", explicou Cristas.
A líder centrista voltou a defender a renovação do mandato de Joana Marques Vidal, considerando que "quem na vida pública está a fazer um bom trabalho, quem dá condições de garantia e de independência deve poder continuar". Por isso, quando for ouvida por Marcelo Rebelo de Sousa, irá "transmitir o desejo de que possa haver a recondução", sublinhou.
No PSD, as vozes são dissonantes, sobretudo entre o seu líder Rui Rio, que evita falar sobre o assunto, e vários sociais-democratas, como Paulo Rangel, Marques Mendes ou António Leitão Amaro que defendem a recondução. Ontem, Rio voltou a dizer: "Não comento". E defendeu novamente "a não partidarização do cargo".
Recentemente, Rio criticou o Ministério Público na forma como tem conduzido a investigação do roubo de armamento militar em Tancos, e veio exigir uma "acusação célere".
PORMENORES
Fim do mandato em outubro
O nome para liderar a PGR é decidido pelo Presidente entre as opções que o primeiro-ministro lhe levar. A atual PGR, Joana Marques Vidal, termina o seu mandato de seis anos a 12 de outubro.
Polémicas e sucessos
Vários processos marcaram o mandato de Vidal desde a Operação Marquês que pôs o antigo primeiro-ministro, José Sócrates, no banco dos réus ao roubo de armamento militar em Tancos.
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