CGTP aplaude alteração das reformas antecipadas
Em causa está a informação prévia aos trabalhadores.
A CGTP aplaudiu esta quinta-feira a intenção do Executivo de informar atempadamente os trabalhadores que pedem reformas antecipadas sobre o valor a que terão direito e defendeu a eliminação do fator de sustentabilidade introduzido pelo PS.
O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social anunciou na quarta-feira à noite numa entrevista à SIC Notícias que o Governo tem intenção de alterar as regras de acesso às reformas antecipadas, de forma a que seja dada aos contribuintes a hipótese de pensarem melhor depois de saber qual o valor que receberão de aposentação antecipada.
"Ao contrário do que se passava até agora, em que quando a pessoa pedia a reforma e lhe era atribuída, a pessoa tinha de se reformar. Agora o Estado vai sempre informar a pessoa. Olhe a sua pensão é esta. Quer meter o pedido de reforma?", disse Vieira da Silva.
Para a CGTP, esta iniciativa é "importante" para os trabalhadores porque desta forma "acautelam-se de surpresas à posteriori", disse à agência Lusa José Augusto Oliveira, da Comissão executiva e responsável pela área das Políticas Sociais.
O ministro revelou ainda que está prevista uma suavização dos cortes aplicados a estas pensões, já que o modelo atual "é extremamente penalizador para as pessoas". Vieira da Silva disse durante a entrevista que "quem tem carreiras contributivas de 50 anos não deve ser obrigado a trabalhar até aos 66 anos, como é hoje".
Sobre este assunto, a CGTP considera que se trata de uma "situação excessiva" e lembrou que a medida foi criada pelo PS, com a introdução do fator de sustentabilidade, que faz aumentar a idade da reforma e penaliza os trabalhadores.
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