Chega/Açores alerta para exclusão dos agricultores açorianos de apoios extraordinários
Partido recorda que já durante "o Governo do PS, liderado por António Costa, foram anunciados apoios" para minimizar os impactos da guerra na Ucrânia , "tendo deixado os Açores de fora".
O Chega/Açores apresentou dois requerimentos no parlamento açoriano a questionar o Governo Regional sobre "a exclusão" dos agricultores açorianos de apoios extraordinários aprovados pela República e sobre "a falta de limpeza" no Porto dos Carneiros, na Lagoa.
O partido adianta, em nota de imprensa, que o grupo parlamentar do Chega/Açores enviou um requerimento à Assembleia Legislativa Regional, pedindo explicações ao executivo açoriano (PSD/CDS-PP/PPM) sobre "a discriminação inaceitável" que "foi tornada pública pela Federação Agrícola dos Açores" em relação aos apoios extraordinários concedidos pelo Governo da República à agricultura.
Em causa está a Resolução do Conselho de Ministros n.º 107/2026, que estabelece apoios financeiros para atenuar o aumento dos custos dos fertilizantes e de outros fatores de produção, mas que "volta a deixar os Açores de fora", aponta o partido.
O Chega/Açores recorda que já durante "o Governo do PS, liderado por António Costa, foram anunciados apoios" para minimizar os impactos da guerra na Ucrânia , "tendo deixado os Açores de fora".
Para o Chega/Açores, desta vez "há uma diferença que não se pode ignorar", uma vez que o PSD governa tanto na República como na Região Autónoma dos Açores.
No requerimento, os deputados questionam que contactos foram estabelecidos entre os governos Regional e da República antes da publicação da resolução, qual o montante em dívida ao setor agrícola e que medidas serão adotadas para garantir que os agricultores açorianos "não são, uma vez mais, deixados para trás".
O líder parlamentar do Chega/Açores José Pacheco, considera que "a situação é tão grave quanto previsível", já que "os agricultores açorianos produzem riqueza, criam emprego e ajudam a alimentar Portugal e continuam a ser tratados como portugueses de segunda".
José Pacheco, líder do Chega/Açores, acrescenta que "mudam os governos, mas mantém-se a discriminação", assinalando que "há milhões de euros prometidos que nunca chegaram aos agricultores açorianos", apontando para "22,8 milhões de euros que a Federação Agrícola dos Açores continua a reclamar".
Num outro requerimento, o Chega/Açores exige esclarecimentos sobre a acumulação de algas invasoras no Porto dos Carneiros, na Lagoa, na ilha de São Miguel, uma situação que, segundo o partido, repete-se anualmente e "sem solução definitiva".
De acordo com o Chega/Açores, a presença das algas dificulta a saída das embarcações para o mar, afeta o trabalho dos pescadores e prejudica a imagem da infraestrutura portuária.
Os deputados pretendem saber quais as ações de limpeza realizadas pela Lotaçor desde a assinatura, em abril de 2025, de um contrato de comodato com a Câmara Municipal de Lagoa, destinado a melhorar as condições de utilização e manutenção daquela infraestrutura.
O requerimento questiona ainda os mecanismos de fiscalização existentes, as responsabilidades pelo "incumprimento das obrigações assumidas" e o calendário previsto para "resolver definitivamente a situação da invasão das algas" no Porto dos Carneiros.
A deputada do Chega/Açores, Olivéria Santos, citada em nota de imprensa, considera que o Porto dos Carneiros "é hoje o retrato daquilo que acontece quando existem contratos, promessas e anúncios, mas não existe fiscalização nem vontade de resolver os problemas".
Também o líder parlamentar do Chega/Açores, José Pacheco, critica a falta de resposta das entidades competentes, sustentando que a situação é "mais um exemplo de uma gestão pública onde ninguém assume responsabilidades e onde os problemas só se resolvem quando a população começa a protestar".
José Pacheco defende que o Governo Regional deve prestar esclarecimentos sobre o estado da infraestrutura e o cumprimento das obrigações de manutenção e limpeza atribuídas à Lotaçor (Serviço de Lotas dos Açores).
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