Chega exige limitação de apoios para imigrantes como condição para viabilizar Prestação Social Única
Discussão em plenário da proposta de lei para criação de uma Prestação Social Única está agendada para a próxima semana, no dia 12 de junho.
O Chega colocou esta sexta-feira como condição para viabilizar a proposta de criação de uma Prestação Social Única que os imigrantes tenham de contribuir durante pelo menos cinco anos antes de poderem aceder a apoios sociais.
Em conferência de imprensa na sede do partido, em Lisboa, o líder do Chega recusou "mudanças de cosmética" e propôs "duas alterações fundamentais" à proposta do Governo.
"A primeira exigência do Chega é que os imigrantes, quando chegam a Portugal, tenham que ter um período mínimo de cinco anos de contribuições para poderem receber subsídios da Segurança Social", afirmou André Ventura.
A outra exigência do Chega prende-se com "a redistribuição" do valor aplicado no Rendimento Social de Inserção e alocar "às necessidades efetivas da população".
"Famílias com filhos com necessidades especiais, pessoas com atestados de incapacidade acima de 60%, e portanto não conseguem já trabalhar, não podem trabalhar, têm que ter um apoio superior do Estado, e apoio à natalidade", detalhou o presidente do Chega.
De acordo com André Ventura, ao objetivo do Chega é conseguir aplicar a nível nacional o exemplo dos Açores.
"Se nós conseguimos fazer o que conseguimos fazer nos Açores, conseguimos baixar em 40% os rendimentos mínimos e alocar esses 40%, no caso dos Açores, a ajudas a pescadores, a setor social, a pessoas que efetivamente precisam, conseguiu-se uma baixa enorme e está-se a tentar fazer ainda mais. Para se ter conseguido esta baixa é porque muitos destes 40% não precisavam efetivamente do RSI, como todos sabemos. É essa a trajetória que queremos fazer", indicou.
A estimativa do partido é que "25 a 30%" dos imigrantes recebam prestações sociais, "desde abonos a rendimentos sociais de inserção, são várias as prestações".
André Ventura -- que tinha anunciado no início da semana que o Chega votar contra esta proposta - colocou estas duas condições para poder mudar o sentido de voto e viabilizar a medida.
"Estas exigências têm que ser acauteladas, nós ou o Governo retira a possibilidade de imigrantes receberem apoios sem descontarem ou nós não estaremos passíveis de viabilizar esta lei", salientou.
O líder do Chega defendeu igualmente que "estas agências transformarão a lei completamente noutra coisa e aí estarão no sentido certo".
A discussão em plenário da proposta de lei para criação de uma Prestação Social Única está agendada para a próxima semana, no dia 12 de junho.
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